O que irei escrever hoje não é novidade para mim, pois algumas pessoas já haviam feito esse tipo de comentário antes. Ontem, com o retorno do blog e algumas postagens em redes sociais, novamente vi algumas pessoas se decepcionarem com a “nova Paula”.

“Você deveria mudar o nome do Grandes Mulheres e já não faz mais sentido te seguir”, desabafou uma seguidora no Facebook.

Eu fiquei ali, pensativa, após ler o que ela me escreveu. Será mesmo que em 10 anos como blogueira tudo o que fui para ela foi uma imagem de uma mulher gorda que se vestia bem?

Pensei em todos os inúmeros conteúdos densos, cheios de entrega, dores, alegrias, medos e profundidade que já publiquei neste blog. Então agora que estou emagrecendo “não sirvo mais”, não represento mais e minha história de 35 anos com a obesidade não significa nada. Okay.

Entendo que passamos décadas sem representatividade e às vezes nos apegamos às figuras com as quais nos identificamos mais. Talvez eu só faça sentido para algumas pessoas se for gorda. Agora que estou emagrecendo elas já não sentem mais essa identificação e eu entendo, de verdade. E respeito o desejo de cada um, inclusive.

Acabei sentando para escrever este post porque fiquei bastante pensativa. Não quero ser apenas uma imagem para você, a representação de uma gorda que se amava e se vestia bem porque nunca fui só isso. Sempre me esforcei para trazer conteúdo de qualidade a quem me seguia e até hoje partilho coisas tão pessoais da minha vida – e muitos me tacham de louca de me expor tanto – porque acredito de verdade que podemos aprender muito com as experiências alheias.

Não vou mentir ao dizer para vocês que sinto uma grande rejeição do nicho plus size agora – o que era esperado, sério! Blogueiras amigas e influenciadoras quando me veem hoje, por exemplo, agem como se absolutamente nada tivesse acontecido ou mudado na minha vida. É como se fosse um assunto velado. E eu fico na minha, vou vivendo minha vidinha e ainda tentando compartilhar todo o aprendizado que acontece na minha rotina.

Imagino que há quem fale muito pelas minhas costas, quem torça o nariz, quem deseja que eu engorde o dobro, quem torça contra… Há todos os tipos de pessoa no mundo, mas hoje não penso mais nisso, não dou mais poder a esse tipo de pensamento porque estou tão feliz pela trajetória interna que estou trilhando que é apenas nisso que quero focar agora: em ser, cada dia mais, a grande mulher que nasci para ser!

Quero que você me acompanhe independente da minha imagem, da dica de moda que dou, da maquiagem que uso ou do penteado do dia. Quero você na minha vida porque gosto de conversar, de trocar experiências, de aprender e de ensinar.

Esse mundo de internet pode ser cruel, mas também pode ser muito rico e eu opto por estar cercada das pessoas que se identificam com a minha essência, com a minha trajetória, com o que eu posso oferecer de bom e ser exemplo.

Se você ficar, eu realmente saberei que tudo o que compartilhei até hoje não foi em vão. Meu desejo de fazer um conteúdo ainda mais rico e melhor, que seja benéfico para todos os tipos de mulher, só aumenta. E se você partir, agradeço por ter me acompanhado até hoje e desejo, de coração, que você encontre uma outra pessoa que seja um excelente símbolo para a representatividade que você busca!

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